Maria Aparecida Alves, 62 anos

Por Liga FCC | 28 de abril de 2015

Imagine acordar um dia sem saber por que está se sentindo mal. Agora, imagine esta sensação constante e, quando procura um médico, recebe a resposta de que ele não sabe o que está acontecendo. Esta situação, embora pareça estranha quando exposta desta forma, é mais comum do que se imagina. A aposentada Maria Aparecida Alves, 62, tem lutado contra um câncer há dois anos e sem previsão de quando terminará o tratamento.
depoimento
De acordo com dados da Fundação Santa Casa de Franca, responsável pela administração do Hospital do Câncer, cerca de 1.500 pacientes são atendidos mensalmente e os índices de sobrevivência após o tratamento estão acima de 75%. A Fundação oferece, além do tratamento, acompanhamento psicológico, fisioterapia, nutrição e assistência social.
Além de eventos e projetos realizados especialmente para prevenção do câncer de mama e de próstata (Outubro Rosa e Novembro Azul, respectivamente), no dia 8 de abril, é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A intenção da OMS (Organização Mundial de Saúde) ao criar a data, foi fazer ações que conscientizem a população sobre a doença, disseminar informações e dar apoio a quem está em tratamento para que a jornada, embora árdua, traga bons resultados no tratamento e mais esperanças para quem está “renascendo”, como define Maria. “Depois que a gente descobre a doença, tudo que acontece é motivo de alegria. Sentimos que estamos nascendo de novo a cada vez que temos uma melhora.”

Diagnóstico e luta

Há dois anos, a vida da estudante de psicologia, Josilaine Polo, 23, mudou completamente. A rotina de estudos e trabalho deu lugar a uma série de cuidados após sua mãe, Maria Aparecida, ser diagnosticada com câncer no reto. A saga para descobrir a doença foi longa. Maria ficou internada por sete dias e, após fazer uma série de lavagens e ter sangrado na última, os médicos pediram exames. “Ninguém sabia o que minha mãe tinha. Falavam em diverticulite e intestino preso. Ela ficou dias sem comer e inchada, porque também não conseguia evacuar. Só depois de fazer a cirurgia, que durou cinco horas, que começou a melhorar”, contou Josilaine.
Após 21 dias, os pontos da cirurgia estouraram e Maria foi submetida a novo tratamento. De janeiro a junho de 2014, ela fez quimioterapia e seu organismo não correspondeu. A reação só aconteceu quando ela passou a tomar, a cada 21 dias, uma injeção que combate os próprios anticorpos e auxilia na quimioterapia. Ainda em tratamento – agora a doença está no pulmão -, Maria faz exames periodicamente e tem apresentado melhoras, apesar de ter emagrecido mais de 10 quilos desde que iniciou o processo de cura.
Porém, a força e a saga de Josilaine contra o câncer vieram antes mesmo do diagnóstico da mãe. Além de sua tia ter derrotado um câncer de mama há quase cinco anos, a jovem passou por um severo tratamento por conta de câncer do colo do útero e HPV, quando tinha apenas 16 anos. “Fiquei cinco dias em coma induzido, dez dias sem comer e beber e correndo o risco de retirar meu útero. Minha chance de sobreviver, segundo os médicos, era de apenas 5%.
Viajava todos os dias para Ribeirão Preto para ser medicada e fazer quimioterapia. Por ter recebido muito apoio nos dois anos em que me tratei, decidi que dedicaria minha vida a ajudar as outras pessoas e faria psicologia para entender melhor como as coisas são. Hoje, minha mãe pode ser atendida no Hospital do Câncer, que é mais perto de Pedregulho, e fiquei reconfortada ao conhecer, no tratamento dela, gente em situação semelhante”, comentou.
(Fonte: Portal GCN)
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