Depoimento | Rosangela Day Araldi, mãe de Luiz

Por Liga FCC | 21 de maio de 2013

Oi, sou de Blumenau.

Há um ano meu filho começou a sentir dores de cabeça e nas pernas. Eu o levava ao médico, que me falava que era dor de crescimento. Durante quatro messes, eu só escutava isso. Com o passar dos dias, ele começou a perder os movimentos dos pés e eu voltei ao médico.

Quando o médico viu, entrou em pânico e nos encaminhou para um neurocirurgião, que imediatamente o internou. Por uma semana, [meu filho] fez vários exames até que resolveram fazer uma ressonância magnética. Eu ia ao hospital de manhã, trocava [de turno] com a minha filha de 20 anos – que ficava a noite com ele – pois tenho uma [filha] de dois anos. Na época, ela estava comum ano e mamava.

Numa manhã, levei-o ao banheiro e ele me olhou e disse: “Mãe, não aguento minhas penas doem” e caiu no chão. Eu o peguei no colo, levei pro quarto e fui falar com as enfermeiras. Assim, o médico veio com a pior noticia que uma mãe pode receber. Ele me disse: “Mãe, seu filho está com câncer nos ossos, está espalhado no corpo todo na cabeça, na medula e na espinha”.

Desse modo, a nossa luta começou, não nos deram muitas chances e começamos o tratamento em “Floripa”, pois em Blumenau não tinha oncologia infantil na época. Primeiro, ele fez uma cirurgia na medula para tirar um pedacinho do tumor para a biopsia, pois tiraram água da medula. No entanto, não disseram se era maligno ou benigno.

Dois meses depois, eles refizeram a mesma cirurgia para ter certeza do diagnóstico. Então, a médica falou que o tipo de câncer dele só teve dois casos semelhantes no Brasil, [a doença] se chama carcinoma de plexo coróide*. Hoje, com muitas dificuldades, estamos lutando pela vida dele e tentando viver cada dia, sempre rezo pra conseguirmos vencer o dia seguinte. Fizemos uma página [no Facebook] para falar do dia a dia dele. Gostaria que vocês dessem uma olhada lá.

*O carcinoma de plexo coróide (CPC) é um raro tumor do sistema nervoso central (SNC), derivado do epitélio de revestimento dos plexos coróides, que acomete pacientes abaixo dos 3 anos de idade. Apresentamos um estudo clínico, epidemiológico e histopatológico de 15 casos de CPC. Destes, 10 eram do gênero masculino. As idades variaram de 4 meses a 21 anos. Quanto a localização, acometeram predominante o ventrículo lateral (73,3%). Os sinais e sintomas predominantes foram hidrocefalia (62,5%), hipertensão intracrania (25%) e crise convulsiva (12,5%). [Fonte: Arquivos de Neuro Psiquiatria]

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